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História da Igreja
Em 1923, um incêndio destruiu o retábulo do
altar-mor - uma das obras-primas de Mestre Valentim. Na reforma de
1924, reproduziram-no em cimento, o mais fielmente possível, a
partir de fotografias. A forma peculiar da fachada, diversa de outras da
cidade no mesmo período, parece ter obedecido a concepção geral de
Sá e Faria. Ao invés dos recurvados típicos da tradição barroca e
rococó, o frontão apresenta uma rígida forma triangular sobre o
corpo central, que se une por aletas em volutas elegantes e
discretas, aos corpos laterais. Esta inspiração vem da fachada do Gesú, em Roma
(concebida por Vignola e redesenhada por Della Porta), ou de tantas
outras dela derivadas, como a da Igreja de S. Felipe Néri, também em
Roma, ou a dos Santos Mártires, em Lisboa. Além do modelo jesuítico, de suas proporções gerais
e do pórtico de colunas jônicas que sustentam a varanda-sacada do
janelão do coro, a modenatura da fachada parece retomar a linguagem
arquitetônica do Maneirismo evidenciada no uso de pilastras
geminadas e adossadas a outras pilastras (nas divisões dos corpos
laterais), superpostas em diferentes ordens (nos dois níveis do
corpo central) e continuando-se pelos pináculos que as encimam.
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